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O que fazer com o capital excedente que sua empresa acumulou

  • 16 de abr.
  • 5 min de leitura

Atualizado: há 6 dias

Empresa

A empresa fechou um bom ano. Vendeu ativo não essencial. Recebeu dividendos de participação minoritária em outra operação. O resultado: R$ 15 milhões em conta corrente que não fazem parte do capital de giro operacional.

A primeira reação de muitos empresários é deixar parado. "Melhor ter liquidez do que investir errado." O problema: capital parado não é neutro. Ele perde valor.

Com inflação de 4,5% ao ano, R$ 15 milhões parados viram R$ 14,3 milhões em poder de compra um ano depois. Em três anos, perdeu R$ 2 milhões sem fazer nada. E se o dinheiro estava aplicado em CDB ou fundo DI que paga 90% do CDI, a perda real é menor — mas ainda existe.

A questão não é "Devo investir esse dinheiro?". É "Onde alocar de forma que preserve e, preferencialmente, amplifique valor sem comprometer liquidez crítica".


Por que empresas não sabem alocar capital excedente

Empresários são especialistas em suas operações. Sabem precificar produto, negociar com fornecedor, estruturar logística, gerenciar equipe. Mas quando o assunto é alocação de patrimônio, a conversa muda.

O private banker do banco oferece fundos de renda fixa com taxa de administração alta e rentabilidade medíocre. O gerente de relacionamento empurra CDB do próprio banco, que paga menos que Tesouro Direto. O amigo empresário sugere "comprar um imóvel". Ninguém fala de private equity, venture capital, distressed assets ou mercados globais.

Não por má-fé. Por desconhecimento estrutural. Bancos de varejo não têm acesso a essas classes de ativos. E family offices tradicionais cobram taxa mínima que só faz sentido para patrimônios acima de R$ 50 milhões.

O resultado: capital mal alocado. Empresa lucrativa com R$ 20 milhões parados rendendo IPCA + 2%, quando poderia estar alocando parte em fundos de crédito privado (IPCA + 6%), parte em PE (retorno esperado 18% a.a.), parte mantendo liquidez estratégica.


O novo ciclo econômico exige especialização

Até cinco anos atrás, alocar capital era simples: renda fixa pagava juros reais de 6% ao ano sem risco. Qualquer empresário conseguia preservar patrimônio sem esforço.

Isso acabou. Com Selic estruturalmente mais baixa, preservar poder de compra exige exposição a risco. E risco sem conhecimento vira prejuízo.

Ao mesmo tempo, surgiram oportunidades que não existiam antes: fundos de venture capital acessíveis para tickets de R$ 500 mil; plataformas de crédito privado com curadoria institucional; acesso facilitado a mercados internacionais via fundos offshore; corporate venture capital como forma de apostar em disrupção setorial.

Mas essas oportunidades não aparecem sozinhas. E avaliar risco-retorno de cada uma exige expertise que o empresário — ocupado tocando a operação — não tem tempo de desenvolver.


OCIO estratégico: o modelo que funciona para middle market

OCIO significa Outsourced Chief Investment Officer. Em português direto: terceirizar a liderança estratégica do portfólio de investimentos.

Não é gestão passiva de patrimônio. É desenhar tese de alocação sob medida, estruturar veículos quando necessário, selecionar gestores e fundos, monitorar performance, rebalancear quando o mercado muda.

A diferença entre OCIO e private bank: private bank vende produtos de prateleira (fundos do próprio banco, CDBs, LCIs). OCIO não vende nada — monta portfólio agnóstico, escolhe melhores alternativas do mercado sem conflito de interesse.

A diferença entre OCIO e family office tradicional: family office cobra taxa fixa alta e exige patrimônio mínimo de R$ 50 a R$ 100 milhões. OCIO estratégico atende empresas e famílias empresárias com patrimônio a partir de R$ 10 milhões, com modelo de receita proporcional ao volume alocado.


Estruturar o portfólio exige escolher o modelo de gestão certo. A diferença entre OCIO, private bank e family office é maior do que parece — veja mais nesse outro blog:


Como funciona a alocação estratégica na prática

Primeiro movimento: diagnóstico patrimonial. Quanto a empresa tem de capital excedente estrutural (não é reserva de emergência, não é capital de giro)? Qual o horizonte de uso desse capital? Existe necessidade de liquidez parcial nos próximos 12 a 24 meses?

Segundo movimento: definir tese de alocação. Com base no perfil de risco, horizonte e objetivos, desenhar mix entre líquido (Tesouro, fundos DI, crédito privado), privado (PE, VC, distressed), alternativo (real estate, infraestrutura) e global (exposição a moedas fortes e mercados desenvolvidos).

Terceiro movimento: estruturar veículos. Para algumas alocações, faz sentido criar holding patrimonial ou FIP exclusivo. Para outras, alocar via fundos de terceiros. A estrutura segue a tese, não o contrário.

Quarto movimento: executar e monitorar. Assinar contratos, transferir capital, acompanhar performance mensal, rebalancear quando necessário.

Quinto movimento: reportar de forma clara. Empresário recebe relatório trimestral com rentabilidade consolidada, comparativo com benchmarks e ajustes recomendados.


Universo de alocação: além do óbvio

  • Mercado líquido: Tesouro IPCA+, CDBs de bancos médios (pagam mais que grandes), fundos de crédito privado high grade, debêntures incentivadas, FIDCs institucionais. Objetivo: preservar capital com rentabilidade real positiva e liquidez em até 30 dias.

  • Private equity e venture capital: Fundos de PE middle market (empresas faturando R$ 50 a R$ 500 milhões), fundos de VC em startups late-stage, corporate venture capital setorial. Objetivo: retorno de 15% a 25% a.a. em horizonte de 5 a 7 anos.

  • Ativos alternativos: Fundos de real estate comercial (lajes corporativas, galpões logísticos), fundos de infraestrutura (energia, saneamento, mobilidade), distressed assets (compra de dívida com deságio). Objetivo: descorrelação com renda fixa e equity tradicional.

  • Mercados globais: Fundos offshore com exposição a S&P 500, treasuries americanos, REITs internacionais. Objetivo: hedge cambial e diversificação geográfica.


Quando NÃO alocar capital excedente

Existem momentos onde manter liquidez total é a decisão mais inteligente — mesmo sabendo que perde para inflação.

  • Primeiro: empresa em fase de aquisição iminente. Se nos próximos 6 a 12 meses a empresa vai precisar de caixa para comprar concorrente ou abrir nova vertical, manter em Tesouro Selic ou fundo DI é correto.

  • Segundo: incerteza regulatória ou setorial alta. Se o setor da empresa está sob risco de mudança tributária ou regulatória que pode exigir investimento defensivo rápido, liquidez total faz sentido.

  • Terceiro: empresa ainda não tem governança mínima. Alocar capital em PE ou VC exige estrutura: demonstrações auditadas, conselho ativo, acordo de acionistas. Se a empresa não tem isso, resolver governança vem antes de alocar patrimônio.


O custo de não alocar estrategicamente

Capital parado não é neutro. Em três anos, R$ 10 milhões mal alocados (rendendo CDI - 1% depois de taxas) versus bem alocados (mix com IPCA + 4% real) geram diferença de R$ 2,1 milhões.

Essa diferença financia a próxima expansão. Ou vira dividendo para os sócios. Ou capitaliza a próxima geração da família empresária.

Alocação estratégica de capital não é luxo para empresa grande. É inteligência patrimonial para quem quer que o dinheiro trabalhe com a mesma eficiência que a operação.


Se sua empresa acumulou capital excedente e você quer estruturar alocação estratégica sem conflito de interesse, a Babylon Capital atua como OCIO independente.

Entre em contato enviando seus dados abaixo. Avaliamos o seu caso e decidimos juntos o melhor caminho. Acesse nossa página e conheça os nossos serviços.



Sobre o Autor


Ricardo Boschi

Ricardo M. Boschi — OAB/RS 58.444


Advogado, CNPI, CVM-19

Fundador da Babylon Capital.

Mais de 20 anos assessorando empresários
em momentos críticos.


© Babylon Capital. Todos os artigos são de autoria de Ricardo M. Boschi e têm finalidade informativa. Não substituem consulta jurídica ou financeira especializada.


 
 
 

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